F-O-D-A! HAHAHAHA
"Era essa apenas mais uma noite de inverno. Fria e sólida. Como de costume, sentei em minha poltrona observando a fumaça do meu cigarro se misturar com o ar. Encolhi-me. Ajeitei-me. Aproximei ainda mais o cobertor do meu corpo querendo me aquecer. Encostei a cabeça e meus olhos distraíram-se. Passei um olhar pela janela. Reparei. Observei os flocos de neve caírem, formando uma sincronia perfeita. Então franzi a testa e forcei a visão. Não adiantou muito. Olhos míopes não são bons amigos. Estiquei o braço para alcançar os óculos na pequena e humilde mesa ao meu lado. Coloquei-os. Vi pessoas correndo, sorrindo e brincando com a neve, felizes. Nem mesmo o tempo frio os abalava. Involuntariamente, sorri de forma sutil desejando que aquele sentimento fosse meu. Foi então que desprendi minha atenção e fechei meus olhos. Novamente, mais uma tragada se fora e com ela a vontade de ter um coração congelado. Sim. Eu tentei evitar, mas aquelas pessoas me lembraram da solidão. Dela mesma. Da solidão que aperta e agoniza. Ela está tomando conta de mim rapidamente, me destruindo aos poucos… Uma lágrima caiu e junto a ela surgiu um aperto no peito. Levei a mão ao rosto enxugando-o na expectativa que tivesse alguém alí para afagar minhas lágrimas e que levasse consigo os sentimentos tristes. A dor que o frio me causava nem poderia ser comparada àquela dor. Estava difícil de segurar aquela angústia. Entretanto, me esforcei. Não era aquilo que eu queria para a minha vida. Portanto, mesmo com os olhos cheios d’agua, sorri. Por mais que parecesse impossível, eu tinha a solução. Era ela a minha força de vontade. Vontade de fazer diferente, de ser diferente. A força de não deixar aquele sentimento me domar."

Palavrear e De alma nua. (via poetizando-me)

(via poetizando-me)

"Eu sou tão confusa, que até meu amor próprio não é correspondido."

Daniella Moraes  (via pessegomofado)

(via pessegomofado)

"E eu não sei pedir. Meu Deus, eu não sei pedir ajuda. Nunca gostei de depender dos outros. E tem mais: não consigo dizer eu-preciso-de-você-agora. Sei que é simples, mas não sai. Algo me trava, a voz não sai. Tenho um orgulho que não me deixa. Acho que tenho que ser a fortona do pedaço, que consigo me reconstruir, me levantar sem dar a mão para ninguém. Não gosto de admitir nem assumir fraquezas nem de demonstrar a minha própria fragilidade. As pessoas fazem SOS a todo instante. Choram, pedem, imploram, suplicam. Não consigo. Para mim isso é traição. Não consigo chegar para a outra pessoa e falar tô-acabada-tô-precisando-não-vou-conseguir-sozinha. Sinto um terror só de pensar."

Clarissa Corrêa (via venha-com-esta-chuva)

(Source: c-a-n-a-r-i-o, via venha-com-esta-chuva)

vulgarizando: Quem é "ela"?

O amor da minha vida. (E dona do cartas pra Leslie também)

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